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O que são Fundos Imobiliários (FIIs) e como funcionam

Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um fundo que reúne recursos de vários investidores para aplicar em empreendimentos imobiliários — shoppings, galpões logísticos, prédios comerciais, hospitais — ou em títulos ligados ao setor imobiliário, como CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). O investidor compra cotas do fundo na bolsa, da mesma forma que compraria uma ação, sem precisar comprar o imóvel inteiro nem lidar com a burocracia de ser proprietário direto.

A maior parte dos FIIs distribui mensalmente aos cotistas os aluguéis e rendimentos recebidos pelo fundo, na forma de dividendos. Por lei, fundos imobiliários devem distribuir no mínimo 95% do lucro apurado em regime de caixa a cada semestre — na prática, a maioria opta por distribuir todo mês, o que tornou os FIIs populares entre quem busca renda passiva recorrente.

A principal vantagem tributária é que os dividendos de FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, desde que o fundo tenha no mínimo 50 cotistas, suas cotas sejam negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado, e o investidor não tenha mais de 10% das cotas do fundo. Já o ganho de capital na venda das cotas (se vendidas por valor maior que o de compra) é tributado em 20%, sem a faixa de isenção que existe para ações.

Existem diferentes categorias: fundos de tijolo (investem diretamente em imóveis físicos), fundos de papel (investem em CRIs e outros títulos de crédito imobiliário) e fundos de fundos (investem em cotas de outros FIIs). Cada categoria tem um perfil de risco e sensibilidade diferente — fundos de papel costumam variar mais com a taxa de juros, fundos de tijolo com a ocupação e valorização dos imóveis.

Diferente de renda fixa, FIIs são renda variável: o preço da cota oscila na bolsa, pode haver vacância (imóveis desocupados sem gerar aluguel), inadimplência de inquilinos, e os dividendos distribuídos não são garantidos nem fixos mês a mês. FIIs também não são cobertos pelo FGC. Avaliar o tipo de fundo, a qualidade dos imóveis ou títulos na carteira, e o histórico de distribuição antes de investir é essencial — este conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento.

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