Glossário financeiro

Definições diretas de termos de investimentos e finanças pessoais usados nesta página, em ordem alfabética.

CDB
CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro de investidores, que recebem o valor de volta com juros em uma data futura ou mediante resgate. Pode ser prefixado, pós-fixado (geralmente um percentual do CDI) ou híbrido, e costuma ter cobertura do FGC.
CDI
CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa média dos empréstimos de curtíssimo prazo que bancos fazem entre si para fechar o caixa diário. Na prática, o CDI acompanha de perto a taxa Selic e é usado como referência de rentabilidade para CDBs, fundos e outras aplicações de renda fixa pós-fixadas.
Come-cotas
Come-cotas é a cobrança semestral antecipada de Imposto de Renda sobre os rendimentos de determinados fundos de investimento (como fundos de renda fixa e multimercado), feita automaticamente nos últimos dias úteis de maio e novembro, reduzindo a quantidade de cotas do investidor em vez de debitar valor em dinheiro.
FGC
FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada mantida pelas instituições financeiras que garante o reembolso de depositantes e investidores em caso de quebra do banco ou instituição, até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
IPCA
IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE a partir de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. É a referência usada pelo Banco Central para a meta de inflação e base do Tesouro IPCA+.
IR regressivo
IR regressivo é a tabela de Imposto de Renda aplicada à maioria das aplicações de renda fixa, em que a alíquota cai conforme o tempo de aplicação aumenta: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. O imposto incide apenas sobre o rendimento, nunca sobre o valor principal investido.
LCA
LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) é um título de renda fixa emitido por bancos para financiar o setor agropecuário, com isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Assim como a LCI, costuma exigir prazo mínimo de resgate e é coberta pelo FGC até os limites padrão.
LCI
LCI (Letra de Crédito Imobiliário) é um título de renda fixa emitido por bancos para financiar o setor imobiliário, com isenção de Imposto de Renda para pessoa física. Costuma ter prazo de carência mínimo e é coberta pelo FGC até os limites padrão.
Liquidez diária
Liquidez diária é a característica de uma aplicação financeira que pode ser resgatada em qualquer dia útil, com o dinheiro disponível em conta normalmente no mesmo dia ou no dia seguinte ao pedido de resgate, sem necessidade de esperar um vencimento ou carência.
Poupança
Poupança é uma aplicação financeira de baixo risco, isenta de Imposto de Renda e de taxas, com liquidez diária e rendimento creditado apenas na data de aniversário mensal do depósito. Seu rendimento segue a Lei 12.703/2012 e é coberta pelo FGC até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
Renda fixa
Renda fixa é a categoria de investimentos em que as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação, seja por uma taxa prefixada, por um indicador pós-fixado (como o CDI ou a Selic) ou por uma combinação dos dois. Exemplos incluem poupança, CDB, Tesouro Direto, LCI e LCA.
Renda variável
Renda variável é a categoria de investimentos cujo retorno não é conhecido de antemão, podendo variar de acordo com fatores de mercado. Ações, fundos imobiliários e criptoativos são exemplos de renda variável, com potencial de ganhos e perdas maior do que o da renda fixa.
Rentabilidade bruta
Rentabilidade bruta é o retorno de um investimento antes da dedução de impostos e taxas. Comparar aplicações apenas pela rentabilidade bruta pode ser enganoso, já que produtos com tributação ou taxas diferentes podem entregar rentabilidade líquida distinta mesmo com a mesma taxa bruta nominal.
Rentabilidade líquida
Rentabilidade líquida é o retorno de um investimento após a dedução de impostos (como o Imposto de Renda) e de taxas cobradas pela instituição ou pela B3, como a taxa de custódia. É o valor que efetivamente fica disponível para o investidor no resgate.
Selic
Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a cada 45 dias. Ela serve de referência para praticamente todas as taxas de juros do país, incluindo o rendimento de títulos públicos, CDBs e da própria poupança.
Taxa de custódia B3
Taxa de custódia B3 é uma taxa anual de 0,20%, cobrada proporcionalmente sobre o valor investido em títulos do Tesouro Direto, pela guarda e pela movimentação dos títulos na B3. O Tesouro Selic tem isenção dessa taxa até um determinado limite de saldo investido.
Tesouro Direto
Tesouro Direto é o programa do governo federal, em parceria com a B3, que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet a partir de valores baixos. Comprar um título do Tesouro Direto significa emprestar dinheiro ao governo federal em troca de juros definidos nas regras de cada título.
Tesouro Selic
Tesouro Selic (também chamado de LFT) é um título público pós-fixado cuja rentabilidade acompanha a variação da taxa Selic. É considerado um dos investimentos de menor risco e menor oscilação de preço do mercado brasileiro, por isso é frequentemente usado como reserva de emergência.
TR (Taxa Referencial)
TR, ou Taxa Referencial, é um índice calculado pelo Banco Central a partir da taxa média dos CDBs prefixados emitidos pelos maiores bancos do país. A TR compõe o cálculo do rendimento mensal da poupança e, nos últimos anos, tem ficado próxima de zero na maior parte do tempo.