Quanto custa o rotativo do cartão de crédito

Atenção: esta calculadora usa valores estimados

A taxa de juros do rotativo varia por banco e cartão — no Brasil, ela está historicamente entre as taxas mais caras do mercado de crédito, frequentemente entre 10% e 20% ao mês. Não existe uma taxa oficial fixa: consulte as séries históricas do Banco Central para a taxa média vigente e ajuste o valor na calculadora para o seu caso. Os resultados abaixo têm caráter educativo.

O rotativo do cartão de crédito é a linha de crédito automática que o banco ativa quando o titular paga menos que o valor total da fatura no vencimento — mesmo que o pagamento seja acima do mínimo exigido. O saldo que não foi pago não desaparece: ele passa a ser financiado pelo banco e começa a render juros a partir do dia seguinte ao vencimento.

Por que o rotativo é tão caro: diferente de um empréstimo com garantia (como o consignado, descontado direto da folha ou do benefício), o rotativo do cartão não tem nenhuma garantia de pagamento para o banco, o que eleva bastante o risco — e, junto com ele, a taxa de juros cobrada. Não é por acaso que o rotativo está historicamente entre as linhas de crédito mais caras do mercado brasileiro, com juros mensais que frequentemente passam de 10%, e que, com juros compostos, podem transformar um saldo pequeno em uma dívida bem maior em poucos meses.

A regra do BC que limita o rotativo a 1 fatura: desde a regulação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central vigente a partir de 2024, o saldo não pago da fatura só pode ficar no rotativo por até 30 dias (ou seja, 1 fatura). Se a dívida não for paga até o vencimento seguinte, o banco é obrigado a oferecer ao cliente o parcelamento do saldo em uma modalidade com juros mais baixos que os do rotativo (ainda que, na maioria dos casos, continuem sendo juros relevantes). Por isso, a simulação de mais de 1 mês de rotativo nesta calculadora é tratada apenas como um exercício educativo e hipotético — “e se não houvesse essa regra” — e não como uma situação real permitida.

Como sair do rotativo (ou nunca entrar nele): o primeiro passo é nunca deixar o saldo rolar além de 1 fatura — se não for possível pagar o valor integral, vale procurar o banco para negociar ou buscar outra linha de crédito mais barata para quitar o cartão antes do vencimento. Entre as alternativas mais comuns estão a renegociação direta com o próprio banco emissor, a portabilidade da dívida para outra instituição com juros menores, e o crédito consignado (CLT, servidor público ou aposentado/pensionista do INSS), que costuma ter uma das taxas mais baixas do mercado por ter a parcela descontada diretamente da folha ou do benefício. Simule uma troca de dívida pelo consignado na calculadora de crédito consignado.

Atenção: esta calculadora usa valores estimados

A taxa de juros do rotativo varia por banco e cartão — no Brasil, ela está historicamente entre as taxas mais caras do mercado de crédito, frequentemente entre 10% e 20% ao mês. Não existe uma taxa oficial fixa: consulte as séries históricas do Banco Central para a taxa média vigente e ajuste o valor abaixo para o seu caso. Os resultados têm caráter educativo.

Sua fatura

O pagamento mínimo costuma ficar entre 15% e 20% da fatura, mas você pode digitar qualquer valor pago — o que não for pago entra no rotativo.

O limite real é 1 mês (1 fatura) — acima disso, a simulação passa a ser só hipotética (veja o aviso acima).

Comparação

Custo do rotativo

Valor que ficou no rotativo
R$ 820,00
Juros acumulados no rotativo
R$ 123,00

Total da dívida ao final do período

Se, em vez do rotativo, esse mesmo saldo fosse pago com uma linha de crédito mais barata a 2% ao mês (como um consignado), os juros seriam de R$ 16,40 em vez de R$ 123,00 — uma economia de R$ 106,60.

Quer entender melhor como funciona o cartão de crédito como um todo — fatura, limite, rotativo e parcelamento? Leia o artigo completo sobre como funciona o cartão de crédito.

Este conteúdo tem caráter educativo e não constitui recomendação de crédito. As taxas de juros do rotativo e das linhas de crédito de referência variam por instituição financeira e mudam com o tempo — consulte sempre as condições reais com o seu banco antes de tomar qualquer decisão.