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Taxa nominal x taxa efetiva: por que elas são diferentes

Taxa nominal é a taxa de juros anunciada para um período (geralmente um ano), sem considerar o efeito da capitalização composta dentro desse período. Taxa efetiva é a taxa real que incide depois de considerar quantas vezes os juros são capitalizados — por exemplo, mensalmente — dentro do período anunciado.

Quando a capitalização é anual (uma vez por ano), taxa nominal e taxa efetiva coincidem. Mas quando a capitalização é mais frequente que o período da taxa anunciada — o caso mais comum em renda fixa no Brasil, com capitalização mensal —, a taxa efetiva anual é sempre um pouco maior que a nominal, por causa do efeito de juros sobre juros dentro do próprio ano.

A fórmula de conversão é: taxa efetiva = (1 + taxa nominal/m)^m − 1, em que m é o número de capitalizações por período. Por exemplo, uma taxa nominal de 12% ao ano com capitalização mensal (1% ao mês) resulta em uma taxa efetiva anual de aproximadamente 12,68% — não exatamente 12%, por causa dos juros compostos mensais.

Essa diferença importa na hora de comparar produtos: uma taxa 'de 12% ao ano' pode significar coisas diferentes dependendo de como e com que frequência os juros são capitalizados. Sempre que possível, compare taxas efetivas anuais (ou converta tudo para a mesma base de comparação) em vez de taxas nominais anunciadas de forma isolada.

No caso específico da poupança e da maioria dos produtos de renda fixa brasileiros, as taxas costumam ser divulgadas e aplicadas já na base mensal efetiva (o que essa calculadora usa diretamente), o que evita boa parte dessa confusão — mas o conceito continua relevante ao comparar financiamentos, empréstimos e produtos de outros países ou mercados.

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